Rinite, Sinusite, Bronquite e Asma: qual é a diferença?
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Pelo sufixo “ite”, você pode imaginar: todas são inflamações, a diferença é a região afetada pelo agente agressor. Mas isso também é fácil de entender pelo radical de cada um dos termos.
Pelo sufixo “ite”, você pode imaginar: todas são inflamações, a diferença é a região afetada pelo agente agressor. Mas isso também é fácil de entender pelo radical de cada um dos termos. Rinite, por exemplo, é formado pelo radical Rino + o sufixo ite. Língua portuguesa à parte, todas essas doenças são causadas por uma substância ou organismo físico, que pode variar entre poluição, ácaro, bichos de estimação até o pólen das flores.
Quando elementos estranhos entram em contato com alguma mucosa (tecido que reveste as camadas internas do corpo), o organismo reage acionando as células de defesa. O resultado são espirros frequentes, nariz congestionado, coriza, dificuldade para respirar - tudo para expulsar esse corpo estranho lido como “tóxico” pelo organismo. Seria uma boa medida protetiva se não fosse exagerada e não resultasse em inflamação - mas não necessariamente, se for um episódio isolado. No entanto, se o indivíduo possui um histórico médico, normalmente desde a infância, aí essa probabilidade aumenta. Vamos saber mais sobre cada um desses problemas:
Rinite: o agente afeta as mucosas que revestem as cavidades do crânio, então o nariz entope e coriza. Normalmente os ácaros são os maiores e microscópicos vilões da rinite.
Sinusite: aqui o agente agressor afeta os seios faciais, cavidades que englobam nariz, maçãs do rosto e olhos. O processo é o mesmo da rinite: a região entope por causa da inflamação e provoca sintomas como dores na cabeça e atrás dos olhos, febre e coriza purulenta. Porém, a sinusite é um pouco mais grave porque tem infecção bacteriana associada. Por isso a inflamação pode evoluir ou o agente agressor (geralmente bactérias) pode cair na corrente sanguínea e se espalhar.
Bronquite: os brônquios, tubos que levam ar para os pulmões, são os atingidos pelos organismos nocivos - fazendo com que se contraiam e encham de secreção. Geralmente os casos crônicos estão relacionados ao tabagismo, pois o cigarro destrói o epitélio ciliado dos brônquios cuja função é filtrar o pulmão. Em consequência disso, os sintomas são: tosse constante, dificuldades de respiração e, às vezes, chiado.
Asma: aqui os brônquios também são afetados e dificultam a passagem de ar para os pulmões. E ao contrário do que se normalmente pensa, as crises são sempre desencadeadas por um agentes físicos e não psicológicos. Algo simples, como poeira.
Com exceção da bronquite e da asma, que também pede o uso de broncodilatadores, o tratamento para rinite e sinusite pode ser feito com descongestionantes e antinflamatórios, como corticoides. Nos casos mais graves, antibióticos. Os médicos também aconselham lavar o nariz com soro fisiológico pelo menos duas vezes por dia para limpar a mucosa das impurezas que respiramos o dia inteiro.
Para prevenir esses males é importante não fumar, manter-se bem hidratado (mesmo no inverno) e o nariz sempre limpo - pois funciona como a porta de entrada para microorganismos estranhos. Se o paciente convive com ar-condicionado, deve garantir que o aparelho seja higienizado a cada 6 meses, pois também costuma ser fontes de fungos e bactérias extremamente prejudiciais ao aparelho respiratório. Cuidar de manter os ambientes de convivência sempre limpos e arejados também faz parte dos cuidados.
Fonte: Medical Site