Por que você ronca e como tratar?
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Há dois tipos de ronco: o comum e aquele que aparece como sintoma de um problema mais sério. Saber a diferença entre ambos é fundamental para começar o tratamento correto. O ronco é apenas uma condição momentânea ou não do organismo, nem sempre é grave -
Quando se preocupar com o ronco?
Há dois tipos de ronco: o comum e aquele que aparece como sintoma de um problema mais sério. Saber a diferença entre ambos é fundamental para começar o tratamento correto. O ronco é apenas uma condição momentânea ou não do organismo, nem sempre é grave - em 70% dos casos. Mas, de acordo com dados do Instituto do Sono, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), outros 30% da população brasileira foi diagnosticado com apneia do sono - e este, sim, é um problema sério.
A apneia é a interrupção da respiração por períodos de até 10 segundos enquanto a pessoa dorme ou acontece quando a concentração de oxigênio do sangue cai a níveis preocupantes. Um verdadeiro perigo. O problema deve ser tratado com prioridade, pois essa interrupção frequente acaba causando uma sobrecarga no organismo e reduzindo a expectativa de vida. As consequências são graves e vão desde problemas cardíacos, hipertensão, distúrbios do colesterol, diabetes até diminuição da testosterona.
Por que nós roncamos?
O ato de roncar é provocado pelo estreitamento dos músculos das vias aéreas superiores, que atrapalham a passagem de ar, ocasionando ruídos respiratórios. Costuma ser mais comum nos homens, embora também possa atingir as mulheres - geralmente depois da menopausa, quando elas enfrentam algumas alterações hormonais.
Ao contrário do que normalmente se pensa, o ronco não é sinal de uma boa noite de sono profundo. Muito pelo contrário. A pessoa já acorda cansada, mal-humorada, sem concentração e consequente baixa produtividade, já que também fica sonolenta durante o dia. Entre as principais causas para o ronco, destacam-se a flacidez nos músculos da garganta, amigdalite, adenoides maiores, desvio de septo, pólipos no nariz, sinusite, obstrução nasal, obesidade e até genética.
Como tratar o ronco?
Para saber se seu ronco representa perigo, é preciso se submeter ao exame de polissonografia. Sua noite de sono será monitorada por aparelhos que denunciam algum problema. O tratamento é focado na causa e no uso de um dispositivo de assistência respiratória durante a noite, independente da gravidade. São exemplos as cirurgias para desvios de septo e outras obstruções nasais, os tratamentos odontológicos para casos de anormalidades no maxilar ou na mandíbula, a perda de peso para obesidade, etc. As terapias são individuais e devem ser decididas depois de uma criteriosa avaliação médica.
Fonte: Medical Site