O perigo da automedicação com spray nasal
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Os brasileiros ainda mantêm fortemente o hábito da automedicação. O uso de descongestionantes nasais, por exemplo, é bem comum porque as pessoas acreditam que não há contraindicação ou efeitos colaterais - mas o uso frequente e sem orientação médica é uma
Os brasileiros ainda mantêm fortemente o hábito da automedicação. O uso de descongestionantes nasais, por exemplo, é bem comum porque as pessoas acreditam que não há contraindicação ou efeitos colaterais - mas o uso frequente e sem orientação médica é uma ameaça à saúde. O uso de descongestionantes é recomendado em casos de entupimento, coceira, espirros e secreção nasal. Mesmo assim, o tratamento dura apenas alguns dias. Usá-los de forma indiscriminada além de criar dependência, pode provocar uma rinite medicamentosa e reduzir o fluxo sanguíneo da mucosa que reveste o nariz. A longo prazo, a consequência é uma perfuração do septo.
Os efeitos colaterais vão desde a elevação da pressão arterial ao aumento na incidência de insônia. Somente uma cuidadosa avaliação médica, com a investigação do histórico pessoal e exame físico detalhado, pode identificar o quadro clínico e o melhor tratamento. Além disso, a consulta com o médico ajuda a identificar outros problemas nasais como aumento das adenóides, desvio do septo, pólipos, tumores e etc - quaisquer destes problemas podem entupir o nariz. É preciso fazer um diagnóstico preciso para ser encaminhado ao tratamento efetivo, que pode ou não ter a necessidade de descongestionantes.
Há casos em que são usados antialérgicos para tratar rinites e pruridos intensos, melhorando o quadro. O soro fisiológico pode ser uma alternativa até que o paciente procure atendimento médico especializado, pois ajuda a manter as narinas umedecidas e sem secreções.
Fonte: Medical Site