Voltar para o site Carlos Garcia

Cigarro eletrônico pode provocar doenças?

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Cigarro eletrônico pode provocar doenças?

No começo do mês de outubro, um surto coletivo tomou conta de algumas cidades nos EUA e registrou 1.299 ocorrências além de 26 mortes associadas ao uso contínuo de cigarro eletrônico.

No começo do mês de outubro, um surto coletivo tomou conta de algumas cidades nos EUA e registrou 1.299 ocorrências além de 26 mortes associadas ao uso contínuo de cigarro eletrônico. A doença que provocou esse descontrole tem até um novo nome: Evali. Trata-se de uma sigla inglesa para designar lesões pulmonares associadas ao chamado “vaping” - uso constante de cigarros eletrônicos.

Sabe-se que o cigarro é o gatilho, mas a comunidade médica ainda não tem certeza sobre a real causa dessas lesões. Por enquanto, a recomendação é ficar atento a produtos que contenham em suas fórmulas duas substâncias bem perigosas: THC (um dos princípios ativos da maconha) e nicotina (item causador de dependência, presente nos cigarros comuns). A princípio, a conclusão mais óbvia é que não existe tabaco seguro. Qualquer um deles, inclusive a versão eletrônica, representa um risco.

O vapor expelido por esses dispositivos pode desativar as principais células do sistema imunológico no pulmão e gerar inflamações no organismo inteiro. Os aditivos que saborizam o vaping também podem mascarar os danos que o produto traz à saúde. Segundo os especialistas, cada aditivo tem uma composição diferente, que vai mudar quando aquecida. É quase impossível saber em quais substâncias eles se transformam depois do aquecimento e os efeitos que provocam no corpo. Os jovens usam achando que a fumaça é apenas vapor d’água, mas, na verdade, contém substâncias como glicerol e propilenoglicol que, ao serem aquecidas, podem originar material cancerígeno.

Os primeiros sintomas provocados pela doença pulmonar misteriosa são descritos como dificuldade de respirar, dor no peito, febre, tosse, vômito e diarreia. Falta de ar, suores noturnos, baixos níveis de oxigênio e pontos turvos na radiografia de pulmão completam essa lista, que traz muitas semelhanças com outras enfermidades respiratórias. No Brasil, os DEFs (dispositivos eletrônicos para fumar) são proibidos pela Anvisa justamente pela falta de evidências de que esses produtos sejam seguros.

Fonte: Medical Site