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5 de Setembro - Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística

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5 de Setembro - Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística

Para a área de Pneumologia, o mês de Setembro é Roxo. E hoje, 5 de setembro, celebra-se o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, que trabalha para tornar a doença mais conhecida no Brasil. A celebração mundial fica para o dia 8.

Saiba mais sobre essa doença nem tão rara assim

Para a área de Pneumologia, o mês de Setembro é Roxo. E hoje, 5 de setembro, celebra-se o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, que trabalha para tornar a doença mais conhecida no Brasil.

A Fibrose cística ou mucoviscidose é uma enfermidade de origem genética que compromete principalmente o funcionamento das glândulas exócrinas - órgãos que produzem secreções como muco, suor ou enzimas pancreáticas. Este mau funcionamento resulta em substâncias mais espessas e de difícil eliminação pelo corpo, afetando também os sistemas digestivo, respiratório e as glândulas sudoríparas. Por isso certamente você nunca ouviu falar dessa doença, mas com certeza conhece os sintomas: tosse persistente, suor com excesso de sódio, pneumonia de repetição, bronquite crônica, diarreia e dificuldade para ganhar peso e estatura por conta da má absorção de nutrientes.

Embora os sinais sejam evidentes e reconhecíveis, como se trata de uma enfermidade sistêmica, que atinge ambos os sexo, o diagnóstico não é tão simples. Porém, se for precoce, pode fazer uma grande diferença no tratamento e na qualidade de vida do paciente. Atualmente até um simples Teste do Pezinho em recém-nascidos pode identificar uma fibrose cística. Em adultos, podem ser realizados o Teste do Suor, que checa os níveis de cloro, associado com o Teste Clínico, que investiga o quadro físico característico. E, finalmente, o Teste Genético, que identifica os genes mais frequentes da fibrose.

A última novidade no tratamento da doença são medicamentos aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e considerados inovadores pela qualidade de vida que oferece ao paciente durante o processo terapêutico. Antes destes fármacos, o tratamento se resumia apenas ao controle dos sintomas, com reidratação e reposição de sódio; dieta rica em calorias e gorduras; suplementação de enzimas pancreáticas para auxiliar a digestão; reposição de vitaminas lipossolúveis; inalações diárias com soro fisiológico, broncodilatadores ou mucolíticos; fisioterapia respiratória para higienizar os pulmões e evitar infecções; em último caso, uso de antibióticos.

Quando tratados adequadamente e com certa disciplina, os portadores da doença conseguem levar vida normal e de boa qualidade.

Fonte: Medical Site